Serviços farmacêuticos em alta.

Tempo de leitura: 3 minutos

Pharmacia Brasileira nº 90 | Maio 2018/Dezembro 201911Diretores da Abimip Marli Sileci, vice-presidente executiva; Rodrigo Garcia, vice-presidente, e Rodolfo Hrosz, presidente, disseram ao presidente do CFF, Walter Jorge, que 77% de entrevistados por pesquisa responderam que o ‘farmacêutico é importante ou muito importante’ como fonte de informações sobre uso de MIPs.

População manifesta em pesquisas sua aprovação às ações clínicas dos profissionais

Pesquisas de opinião pública vêm mostrando a aprovação aos serviços farmacêuticos pela sociedade brasileira. Uma delas, encomendada pela Abimip (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição), ouviu 2 mil pessoas de todas as regiões do País e apurou que 77% dos entrevistados responderam que o farmacêutico é “importante ou muito importante” como fonte de informação sobre uso de MIPs.

A sondagem foi realizada, em 2018, pela Iqvia, empresa multinacional americana que atende indústrias de tecnologia da informação em saúde e pesquisa clínica.

O Conselho Federal de Farmácia tomou conhecimento da pesquisa, por meio de diretores da Abimip, quando estes fizeram uma visita de cortesia à sede do CFF, em Brasília, no dia 09.08.2019, e foram recebidos pelo presidente do órgão, Walter Jorge João.

O objetivo da pesquisa da Abmip era entender o nível de conhecimento dos brasileiros sobre os medicamentos isentos de prescrição e a sua relação com esses produtos. O levantamento apurou, ainda, que essa categoria de medicamentos é a primeira opção para o tratamento de sintomas de problemas menores e que eles não mascaram doenças, vez que os usuários aguardam, até três dias, pelo desaparecimento dos sintomas.

Do contrário, buscam o médico”.“Todos os diretores da Abimip, também, têm respeito pela capacidade técnica e pelo papel social do farmacêutico”, disse o presidente da Associação, Rodolfo Hrosz (Sanofi), ao presidente do CFF, Walter Jorge João. Hrosz estava acompanhado de Rodrigo Garcia e Marli Sileci, vice-presidente e vice-presidente executiva da Abimip.

Na ocasião, o presidente do CFF conclamou a Abimip a se engajar em um esforço em favor da prescrição farmacêutica.O CFF insiste em que medicamentos isentos de prescrição somente devem ser dispensados, mediante a orientação farmacêutica, para garantir o seu uso correto, livrando o paciente de riscos.

Dr. Walter Jorge lembrou aos diretores da entidade que MIPs podem gerar, entre outros problemas, graves interações com diferentes medicamentos. Ele citou o caso do uso concomitante do antitérmico e analgésico ácido acetilsalicílico, de venda livre, com varfarina, anticoagulante indicado na prevenção das tromboses. “A associação dos dois pode desencadear grave hemorragia, com risco de morte”, alertou Dr. Walter Jorge.

SUBNOTIFICAÇÃO – Odirigente do CFF denunciou que grande parte das interações e de outros riscos causados pelo uso de MIPs não é notificada, fazendo com que autoridades sanitárias, pesquisadores e população não tomem conhecimento do problema. A subnotificação, segundo Walter Jorge, “é uma realidade preocupante, pois, entre outras consequências, contribui para a expansão do uso irracional de MIPs e seus consequentes riscos”. Por isto, ele defende que os medicamentos isentos de prescrição recebam uma tarja azul e sejam dispensados, mediante a orientação obrigatória do farmacêutico.

Gabriel Amorim
Farmacêutico

FONTE:
Pharmacia Brasileira nº 90 | Maio 2018/Dezembro 2019

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *